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EUA usam "bunker buster" em ataque na costa do Irã
Ofensiva com bombas de 2.200 kg mira mísseis antinavio em tentativa de desobstruir o Estreito de Ormuz; aliados ocidentais recusam participar de coalizão
Oriente-Medio
Foto: https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/45cf/live/80dfb970-4b83-11f0-8c47-237c2e4015f5.jpg.webp
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■   Bernardo Cahue, 18/03/2026

Os Estados Unidos lançaram um ataque de grandes proporções contra instalações militares iranianas na costa do Estreito de Ormuz, utilizando pela primeira vez em combate a bomba GBU-72, uma penetradora de 5.000 libras (cerca de 2.200 kg) projetada para destruir alvos fortificados e subterrâneos. A ação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) nesta semana, teve como alvo principal "sites de mísseis antinavio que representavam risco à navegação internacional" na região.

A ofensiva ocorre em meio à tentativa dos EUA de reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e que teve o tráfego severamente afetado após o Irã declarar que não permitiria a passagem de navios ligados a Estados Unidos e seus aliados. O presidente Donald Trump afirmou que a Marinha americana começará "em breve" a escoltar tanques na região, intensificando a pressão militar.

  • Bunker Buster: As bombas GBU-72 foram lançadas contra posições fortificadas na costa iraniana. O armamento é especializado em destruir infraestrutura enterrada, superando a capacidade das bombas GBU-28.
  • Alvos estratégicos: O Pentágono afirma que os ataques atingiram depósitos de minas navais e bunkers de mísseis, evitando deliberadamente infraestrutura petrolífera, por enquanto.
  • Ilha de Kharg: Dias antes, em 13 de março, os EUA já haviam realizado uma grande operação na Ilha de Kharg, descrita por Trump como "totalmente obliterada" em seus alvos militares.

No front diplomático, Washington enfrenta resistência de aliados para formar uma coalizão que garanta a segurança na via marítima. De acordo com a revista Axios, as reações dos parceiros variaram de "ceticismo a um sonoro 'não'". Alemanha, Itália e Japão já descartaram o envio de navios, e a França sinalizou negativa, apesar de não ter fechado a porta completamente.

  1. Crise energética: O barril de petróleo Brent superou os US$ 100, e a instabilidade no Golfo ameaça a economia global, com impacto direto no preço dos alimentos e combustíveis.
  2. Retaliação iraniana: Teerã prometeu resposta "decisiva" e afirmou que só permitirá a passagem de navios de países não alinhados aos EUA, exigindo coordenação com as Forças Armadas iranianas.
  3. Baixas e destruição: Mais de 1.300 pessoas morreram nos ataques combinados de EUA e Israel desde o início da operação, em 28 de fevereiro, que também matou líderes iranianos.

O governo Trump também ofereceu recompensa de US$ 10 milhões por informações sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, aprofundando o conflito que já se estende a outros países, como Líbano e Iêmen, com os houthis lançando ataques em solidariedade ao Irã.

Com informações de TASS, UNITED24 Media, GBC Ghana Online, PTC News, The New Arab, Ukrinform, U.S. News & World Report, Asian Mail, Bangladesh Sangbad Sangstha (BSS), Hindustan Times ■

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