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Superlotação e falhas de planejamento marcaram passagem de megablocos em São Paulo
Simultaneidade de eventos na Consolação resultou em tumulto, com grades derrubadas e pessoas passando mal, expondo problemas de gestão e segurança
America do Sul
Foto: https://f.i.uol.com.br/fotografia/2024/02/12/170776506365ca6d4766803_1707765063_3x2_md.jpg
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■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

Um cenário de aglomeração excessiva e falta de controle marcou o pré-carnaval de São Paulo no domingo (8), quando a passagem simultânea de dois megablocos na rua da Consolação, na região central, levou ao colapso da segurança. A decisão da Prefeitura de autorizar os eventos do Acadêmicos do Baixo Augusta e do bloco comandado pelo DJ internacional Calvin Harris no mesmo local e horário é apontada como a principal causa do tumulto, que contou com milhares de foliões.

Problemas Estruturais e Críticas à Gestão

A estrutura oferecida para o Carnaval de rua foi considerada incompatível com o porte do evento. Críticos apontam que uma combinação de fatores criou o cenário perigoso:

  • Cortes orçamentários que reduziram o número de grades de contenção e banheiros químicos disponíveis.
  • Orientação da Prefeitura para que os próprios blocos buscassem patrocínios, incentivando uma lógica comercial que prioriza a visibilidade em detrimento do planejamento seguro.
  • Falta de rotas claras de dispersão e dificuldade dos agentes públicos em atuar devido à superlotação.

O episódio gerou repercussão política imediata. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) criticou publicamente a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), afirmando que houve "total desrespeito com foliões e ambulantes" e que o evento evidenciou o "despreparo" da administração municipal.

Consequências e Risco de Repetição

O encontro dos dois blocos resultou em uma situação crítica, com:

  1. Queda das grades de segurança devido à pressão da multidão.
  2. Empurra-empurra entre os foliões.
  3. Pessoas passando mal e tendo que ser socorridas pelas equipes de emergência no local.

Apesar do caos, a Prefeitura e a Polícia Militar informaram que monitoravam a situação e que não houve registro de feridos graves. No entanto, especialistas e observadores alertam que o episódio na Consolação expoe um risco que pode se repetir, dada a combinação de público recorde, pressão de patrocinadores e uma gestão municipal acusada de omissão no planejamento básico e no controle dos eventos.

Com informações de: Diário do Centro do Mundo, CNN Brasil, Metrópoles, Folha de S.Paulo ■

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