Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
A Polícia Civil do Rio de Janeiro frustrou um plano de ataque terrorista que seria realizado no centro da capital fluminense. Durante a "Operação Break Chain", foram presas três pessoas e apreendidas bombas caseiras, coquetéis molotov, óleo diesel e panos, itens típicos para a fabricação de explosivos improvisados. O grupo, que se autointitula "Geração Z", contaria com cerca de 300 integrantes apenas na capital fluminense e planejava ataques a prédios públicos, como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
As investigações indicam que a organização se estruturava em redes sociais e plataformas de mensagens, onde incitava e preparava atos de violência e terrorismo. A polícia monitorava as atividades do grupo há algum tempo e agiu antes que os planos fossem executados. Paralelamente, em São Paulo, também houve prisões relacionadas a um plano semelhante, o que sugere uma coordenação entre células em diferentes estados.
Um vídeo que circula nas redes sociais, com tom claramente político, fez uma série de alegações sobre a tentativa de atentado. O autor do vídeo afirma que a ação faz parte de uma tentativa de golpe de estado financiada por serviços de inteligência estrangeiros, especificamente a CIA dos Estados Unidos, e a associa a grupos de extrema direita brasileiros. A narrativa do vídeo também conecta o episódio a uma suposta onda de golpes em outros países, como Nepal, Bangladesh e Marrocos, nos últimos anos.
No caso do Nepal, de fato, protestos liderados por jovens da Geração Z em 2025 terminaram em extrema violência. A esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal, Rajyalaxmi Chitrakar, faleceu após ser queimada viva durante um ataque à sua residência por manifestantes. Esse evento ocorreu no contexto de grandes protestos que levaram à mudança de governo no país.
As alegações de financiamento internacional e de um plano golpista coordenado globalmente, como as apresentadas no vídeo, não foram comprovadas pelas investigações policiais em curso no Brasil. As autoridades brasileiras tratam o caso como uma ação de um grupo terrorista doméstico. Especialistas em segurança alertam para o risco de radicalização de jovens em fóruns online e a apropriação de símbolos da cultura pop, como a bandeira do anime "One Piece", citada no vídeo apreendido, por grupos extremistas.
O episódio reacende o debate sobre a capacidade de resposta do Estado a ameaças terroristas internas e a influência de narrativas conspiratórias e desinformação na polarização política do país. A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e suas possíveis conexões.
Com informações de: Agência Brasil, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, CartaCapital, Poder360, Reuters, Times of India ■