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Neste domingo (14), manifestantes foram às ruas em várias capitais brasileiras para protestar contra o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira (10). O texto prevê a redução de penas para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo os envolvidos na tentativa de golpe de 2022 e nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Os atos foram convocados por frentes de esquerda, como a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, e tiveram como alvos principais o Congresso Nacional e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo estimativas do Monitor do Debate Político (USP) em parceria com a ONG More in Common, os números de participantes nas principais cidades foram:
Somando apenas essas três capitais, o total ultrapassa 37,6 mil manifestantes. Protestos também foram registrados em todas as demais capitais do país, mas não há números consolidados nacionalmente. Em Porto Alegre, por exemplo, o ato partiu do Parque da Redenção; em Belo Horizonte, a concentração ocorreu na Praça Raul Soares; e em Belém, os manifestantes caminharam pela Avenida Presidente Vargas.
Os discursos e cartazes carregavam frases como "Congresso inimigo do povo", "Fora Hugo Motta" e "Sem anistia para golpista". Além da pauta principal, muitas manifestações incorporaram outras reivindicações, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a rejeição ao marco temporal para demarcação de terras indígenas.
O PL da Dosimetria, que ainda precisa ser analisado pelo Senado, unifica os crimes de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, aplicando a pena mais grave entre os dois. Se aprovado, reduzirá significativamente o tempo de prisão de condenados como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A tramitação do projeto deve seguir na CCJ do Senado a partir de quarta-feira (17).
Com informações de Senge RJ, Estadão, G1, Diário do Nordeste, Poder360■