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Irmão de Bolsonaro levou objeto suspeito no dia da violação da tornozeleira
Visita de Eduardo Bolsonaro, técnico em eletrônica, e uso de celular por Nikolas Ferreira durante o encontro são investigados pela PF como parte do plano de fuga
America do Sul
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTOt-kMoR0bWwdQVZeJtO9xWABZ6T01BnCgOA&s
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■   Bernardo Cahue, 28/11/2025

Novos detalhes investigados pela Polícia Federal revelam que Eduardo Bolsonaro, irmão do ex-presidente e técnico em eletrônica, visitou Jair Bolsonaro no mesmo dia em que a tornozeleira eletrônica foi violada com um ferro de solda. Testemunhas relataram à PF que Eduardo chegou ao local carregando uma sacola com um objeto não identificado, que teria sido entregue durante a visita.

A sequência dos fatos

As investigações apontam uma cronologia preocupante dos eventos:

  1. Visita de Eduardo Bolsonaro - o irmão do ex-presidente, com formação técnica em eletrônica, chega ao local carregando uma sacola.
  2. Entrega do objeto - a sacola é levada para dentro da residência onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.
  3. Atendimento telefônico suspeito - durante a visita, o deputado federal Nikolas Ferreira atende seu celular e mantém conversa considerada relevante pela investigação.
  4. Violacao da tornozeleira - horas depois, o sistema de monitoramento emite alerta sobre tentativa de violação do equipamento.

O papel do irmão técnico

Eduardo Bolsonaro, diferente dos outros irmãos que seguiram carreira política, possui formação técnica em eletrônica e histórico de atuação na área. Especialistas consultados pela PF afirmam que conhecimentos técnicos seriam necessários para tentar violar o complexo sistema da tornozeleira eletrônica sem acionar alarmes imediatos .

A defesa de Bolsonaro alega que a visita era "rotineira e familiar", mas não soube explicar satisfatoriamente o conteúdo da sacola nem o motivo de Eduardo ter levado equipamentos para a residência.

O telefone de Nikolas Ferreira

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do deputado Nikolas Ferreira durante a visita. De acordo com fontes da investigação, Ferreira atendeu seu celular em momento crucial do encontro, mantendo uma conversa que foi registrada por sistemas de monitoramento.

A PF investiga se a ligação tinha relação com preparações para uma possível fuga, uma vez que o aeródromo da família Piquet, localizado nas proximidades, estava com sua operação incomum naquele dia.

Novos fundamentos para a prisão preventiva

Essas novas informações reforçaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes em decretar a prisão preventiva de Bolsonaro. Os elementos considerados foram:

  • Visita de pessoa com conhecimento técnico especializado no dia da violação .
  • Transporte de objeto não identificado até o local da prisão domiciliar.
  • Comunicações suspeitas durante o período crítico.
  • Tentativa efetiva de danificar equipamento de monitoramento.

Com informações de: Metrópoles, UOL, G1, Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil, Veja ■

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