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União Africana exige fim imediato e incondicional de sanções contra o Zimbábue
Líderes africanos e parceiros solidários renovam, em data simbólica, o apelo pelo fim das medidas coercitivas que há mais de duas décadas impactam a economia do país
Africa
Foto: https://opais.co.mz/wp-content/uploads/2022/02/BANDEIRA-DO-ZIMBABWE.jpg
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■   Bernardo Cahue, 26/10/2025

O presidente da Comissão da União Africana (CUA), Mahmoud Ali Youssouf, emitiu um comunicado exigindo o levantamento imediato e incondicional de todas as sanções unilaterais impostas à República do Zimbábue. A declaração, que reafirma a plena solidaridade do bloco continental com a nação e seu povo, alinha-se oficialmente à posição da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O apelo foi feito por ocasião do Dia Antissanções da SADC, comemorado em 25 de outubro. Youssouf expressou profunda preocupação com o impacto negativo contínuo dessas medidas coercitivas, que persistem "há muito tempo". Ele destacou que as sanções representam um "impedimento significativo" para o desenvolvimento socioeconômico do Zimbábue e de toda a região da SADC.

Impactos Concretos das Sanções

De acordo com a União Africana, as punições restringem severamente o acesso do Zimbábue ao financiamento internacional, desencorajam o investimento estrangeiro direto e aumentam o custo das operações comerciais. Essas barreiras dificultam diretamente o progresso do país em direção à sua estratégia nacional de desenvolvimento, a Visão 2030, e afetam negativamente a convergência macroeconômica regional.

Solidariedade Regional e Internacional

A posição da UA ecoa apelos anteriores do presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, que enfatizou a necessidade de unidade regional para combater as sanções que, segundo ele, "paralisaram a economia do Zimbábue por mais de duas décadas". A data de 25 de outubro foi estabelecida pela SADC em 2019 precisamente para simbolizar essa luta coletiva.

Além do apoio regional, o Zimbábue também recebeu demonstrações de solidariedade de parceiros internacionais. O Parlamento de Cuba, por exemplo, emitiu uma mensagem reconhecendo a "resistência e dignidade" do povo zimbabuano e reforçando o apoio mútuo contra medidas coercitivas unilaterais.

Contexto Histórico das Sanções

As sanções contra o Zimbábue foram impostas inicialmente por nações ocidentais, incluindo Estados Unidos e a União Europeia, no início dos anos 2000. As justificativas iniciais incluíam acusações de violações de direitos humanos, supressão de instituições democráticas e o programa de redistribuição de terras.

Enquanto as potências ocidentais insistem que as medidas visam indivíduos e estruturas específicas, e não a população em geral, as autoridades do Zimbábue, juntamente com a UA e a SADC, argumentam que o efeito prático é amplo e prejudica o desenvolvimento do país. Recentemente, em 2024, os Estados Unidos impuseram sanções diretamente ao presidente Mnangagwa, acusando-o de "corrupção e violações de direitos humanos".

Com informações de: telesurtv.net, afrinz.ru, cubaminrex.cu, Facebook, plenglish.com, swissinfo.ch, tvsantiago.icrt.cu ■

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