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Presidente da Colômbia afirma que Trump quer usar exército local para invadir a Venezuela
Gustavo Petro declarou que seu país não participará de uma ação militar contra o território venezuelano, posicionamento que, segundo ele, causa irritação no mandatário dos Estados Unidos
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 21/10/2025

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou publicamente que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficou irritado porque o governo colombiano se recusa a apoiar uma invasão militar à Venezuela com seu exército. As declarações foram dadas em uma entrevista ao jornalista Daniel Coronell, da Univision, na última segunda-feira (20), e aprofundam a crise diplomática entre os dois países.

"Ele fica irritado porque eu não apoio os americanos e o exército colombiano para invadir a Venezuela.", disse Petro, segundo relatado por diversas agências de notícias. Ele complementou questionando: "Não, senhor, que colombiano estúpido pensaria em ajudar a invadir onde estão seus primos e sobrinhos, para matá-los como em Gaza".

Além de se recusar a uma intervenção militar, Petro foi além e apontou Trump como o "primeiro responsável" pela crise que afeta a Venezuela atualmente, lembrando que no primeiro governo do republicano "quase houve guerra entre Colombia e Venezuela".

Contexto de Tensão Bilateral

As declarações do líder colombiano não são um fato isolado, mas sim o ápice de uma sequência de atritos entre as duas nações:

  • Decertificação e Cortes de Ajuda: Nos últimos meses, a administração Trump descredenciou a Colômbia na luta contra o narcotráfico e anunciou o corte de toda a ajuda financeira ao país, acusando Petro de não combater a produção de drogas.
  • Acusações Pessoais: Trump chegou a se referir a Petro como um "líder do narcotráfico" em suas redes sociais, acusando-o de fomentar a produção de drogas em território colombiano.
  • Disputa Comercial: Novas tarifas foram impostas pelos EUA aos produtos colombianos, uma medida que Petro alega violar o Tratado de Livre Comércio entre os países.

Posicionamento Firme e Repercussão

Em meio a essa crise, o governo colombiano adotou uma postura de firmeza. O embaixador da Colômbia em Washington, Daniel García-Peña, foi chamado a consultas em Bogotá para discussões sobre o relacionamento bilateral. Petro também se reuniu com o encarregado de negócios dos EUA no país, John McNamara, e com seu conselho de ministros para tratar das tensões.

O presidente deixou claro que sua estratégia é a de exigir, e não de conceder. " Não vou ceder, vou exigir", declarou, pedindo a retirada das tarifas e enfatizando a necessidade de políticas que apoiem o campesinato colombiano como solução real para o problema das drogas.

Com informações de: CNN Español, CNN Brasil, The Guardian, DW, Infobae, Democracy Now!, Fortune. ■

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