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Integrantes do governo brasileiro afirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que os EUA "não façam besteira na Venezuela" e alertando que qualquer medida precipitada poderia gerar um grande problema para toda a região.
O encontro entre os dois líderes ainda não tem data e local definitivos, mas a probabilidade é que ocorra na Malásia, no fim de outubro, à margem da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). O plano de Lula é argumentar, em uma reunião presencial, que uma ação militar na Venezuela desestabilizaria toda a região e, paradoxalmente, fortaleceria o crime organizado.
As intenções de Lula foram antecedidas por uma defesa pública da Venezuela. Em discurso durante o congresso do PCdoB, em Brasília, Lula defendeu a autodeterminação do país vizinho, afirmando que "o povo venezuelano é dono do seu destino" e que "não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite" sobre seu futuro.
O presidente também saiu em defesa de Cuba, reafirmando a posição do governo brasileiro em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos latino-americanos.
A posição brasileira surge em meio a uma escalada de tensões promovida pelos Estados Unidos:
Do outro lado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, já se manifestou, dizendo em inglês: "Me escutem, guerra não, paz sim, povo dos Estados Unidos". A Venezuela anunciou que vai denunciar os EUA na ONU e aumentou a mobilização de suas milícias e forças armadas.
O governo brasileiro observa com cautela as movimentações americanas. A percepção em Brasília é de que, embora uma intervenção militar direta e de grande porte seja improvável, os EUA poderiam recorrer a ações simbólicas de alto impacto.
Há também preocupação com que países da região adotem uma postura leniente em troca de benefícios bilaterais com Washington. A crise venezuelana ameaça se tornar um ponto de atrito na recente reaproximação entre Brasil e EUA, que inclui negociações para resolver a questão das sobretaxas impostas por Trump a produtos brasileiros.
Com informações de: BBC, CartaCapital, G1, Jovem Pan, O Globo, WSWS.org. ■