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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta quinta-feira (16), na Casa Branca, em Washington. O encontro, que durou cerca de 1h15, é um passo significativo na tentativa de reaproximação entre os dois países após meses de tensões diplomáticas e comerciais.
A reunião, realizada a portas fechadas, foi dividida em duas partes: primeiro, um diálogo privado de aproximadamente 15 minutos entre os dois chanceleres; depois, uma conversa ampliada com a presença de assessores de ambas as delegações.
O principal tema discutido foi a tarifa extra de 40% – que eleva para 50% a taxa total – imposta pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. Esta é a maior alíquota aplicada pelos EUA a qualquer país no momento.
Do lado brasileiro, o objetivo central é a retirada completa ou a maior redução possível dessas sobretaxas, que impactam setores cruciais da economia nacional, como o agronegócio e a indústria de transformação. A tarifa já provocou uma queda de 20% nas exportações brasileiras para os EUA em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2024.
Enquanto o Brasil foca no comércio, os Estados Unidos demonstraram interesse em temas estratégicos e geopolíticos. Entre os assuntos que podem ter sido abordados estão :
O encontro entre os chanceleres é um desdobramento direto do telefonema de 30 minutos entre os presidentes Lula e Trump, em 6 de outubro. Na ocasião, Lula pediu a reversão do "tarifaço" e Trump designou Rubio para dar sequência às negociações.
A reunião desta quinta-feira prepara o terreno para a primeira reunião bilateral presencial entre Lula e Trump, prevista para ocorrer ainda neste mês, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.
Integrantes do governo brasileiro avaliaram o encontro de forma positiva, enxergando nele o início de uma negociação séria pela redução das tarifas. A mesma percepção foi relatada por interlocutores americanos, que destacaram a disposição de ambos os lados em buscar um acordo. A postura profissional e a cordialidade marcaram o ambiente das conversas.
Com informações de: O Globo, G1, CartaCapital, UOL, Folha, InfoMoney. ■