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Pelo menos 60 pessoas morreram após um ataque com drones e artilharia a um abrigo de deslocados na cidade de Al-Fashir, no Sudão, entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado. A ação foi atribuída às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), grupo paramilitar em guerra com o exército sudanês.
O Comitê de Resistência de al-Fashir, grupo de ativistas locais, emitiu comunicado descrevendo o ataque como um "massacre". Segundo a organização, o abrigo, localizado dentro de uma universidade, foi atingido duas vezes por drones e oito vezes por projéteis de artilharia.
Os relatos são de extrema brutalidade. "Corpos permanecem sob os escombros, e outros foram queimados vivos dentro do abrigo. Crianças, mulheres e idosos foram mortos a sangue frio", detalhou o comitê. Muitos dos corpos teriam ficado completamente carbonizados.
Al-Fashir é o último reduto do Exército sudanês na região de Darfur e está atualmente sob cerco das RSF. O cerco prolongado já espalhou fome e doenças pela cidade, e ataques incessantes têm como alvo não apenas abrigos, mas também mesquitas, hospitais e clínicas.
Este episódio ocorre em meio ao que a Organização das Nações Unidas classifica como a pior crise humanitária e de deslocamento do mundo. A guerra civil no Sudão, que começou em abril de 2023, já deslocou mais de 14 milhões de pessoas dentro e fora do país e matou dezenas de milhares.
Com informações de: Noticias UOL, ACNUR, CNN Brasil, Notícias ao Minuto, DNoticias.pt, Vero Notícias. ■