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Negociações de paz para Gaza têm início no Cairo com presença de alto escalão
Encontro desta segunda-feira reúne Ron Dermer, de Israel, e Khalil al-Hayya, do Hamas, em negociações mediadas pelos Estados Unidos para implementar plano de trégua
Oriente-Medio
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTJWqQ8hfPLfWh6BS41N5kc7MzJyEjo3XhMtJZLtNPlwnlks7X3JDFIO0I&s=10
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■   Bernardo Cahue, 06/10/2025

As negociações indiretas de paz para a Faixa de Gaza serão iniciadas nesta segunda-feira (06/10) no Cairo, Egito. As conversas, que visam implementar a primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contam com a presença de figuras-chave de Israel, do Hamas e de mediadores norte-americanos.

Quem Está na Mesa de Negociações

A delegação israelense é chefiada pelo Ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer. Do lado do Hamas, a equipe de negociação é liderada por Khalil al-Hayya, um alto oficial do grupo e chefe de sua equipe de diálogo, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato por Israel no mês passado no Catar.

A mediação norte-americana inclui o enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente Trump, Jared Kushner. O Qatar e o Egito também atuam como mediadores fundamentais no processo.

O Plano e os Pontos de Pressão

O plano em discussão, uma proposta de 20 medidas apresentada por Donald Trump, tem como base inicial:

  • O fim imediato dos combates e a libertação de todos os reféns israelenses, vivos e mortos, em até 72 horas.
  • A libertação de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
  • Uma retirada militar inicial e parcial de Israel de partes de Gaza.

O presidente Trump tem exercido pressão pública por um acordo rápido, tendo publicado em sua rede social: "Peço a todos que AJUDEM RÁPIDO. O TEMPO É ESSENCIAL". Ele também pediu que Israel interrompesse os bombardeios para facilitar a saída segura dos reféns.

Desafios e Próximos Passos

Embora o Hamas tenha se mostrado disposto a discutir a libertação de reféns e a transição de poder para uma administção civil em Gaza, impasses substanciais permanecem.

  1. Desarmamento: Israel insiste que o Hamas deve ser desarmado, enquanto o grupo condiciona a entrega de armas à criação de um Estado palestino soberano.
  2. Prisioneiros: Há discordância sobre a lista específica de prisioneiros palestinos a serem libertos, com o Hamas exigindo a soltura de líderes notórios.
  3. Retirada Militar: O cronograma e o escopo exatos da retirada completa das tropas israelenses de Gaza ainda precisam ser definidos.

As discussões desta segunda-feira devem se concentrar nos mecanismos para implementar a primeira fase do acordo, com os tópicos mais sensíveis sendo deixados para rodadas futuras.

Com informações de: O Globo, Ynet News, Al Jazeera, BBC, Metrópoles. ■

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