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Em seu discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que não há solução militar para o conflito entre Rússia e Ucrânia e que o caminho é o diálogo.
"No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar", declarou Lula perante os lÃderes mundiais. "É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista".
O presidente brasileiro fez referência ao recente encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o lÃder russo, Vladimir Putin, no Alasca, afirmando que a reunião despertou a esperança de uma saÃda negociada para a guerra. Lula também destacou que uma solução duradoura deve levar em conta as legÃtimas preocupações de segurança de todas as partes envolvidas.
Como possÃveis contribuições para mediar o diálogo, Lula citou a Iniciativa Africana e o Grupo de Amigos da Paz, forum este último criado por China e Brasil. A declaração do presidente ocorre em um contexto de pressão militar russa, que, segundo análises, avança em território ucraniano mais rapidamente do que em qualquer momento desde o inÃcio da invasão em grande escala, em 2022.
Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que solicitou uma reunião bilateral com Lula durante a Assembleia Geral, busca se posicionar para negociações em um cenário desafiador. Especialistas avaliam que a postura de Lula na ONU reforça a tradição diplomática brasileira de defesa do multilateralismo como via para a resolução de conflitos.
Com informações de: Valor Econômico, Gov.br, BBC News, DW, CNN Brasil, OPEB, G1.■