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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou a tribuna da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23 de setembro de 2025) para criticar duramente as Nações Unidas, as polÃticas de imigração e o reconhecimento de um Estado palestino. Em um discurso que ultrapassou o tempo regulamentar, Trump afirmou que a ONU "não está nem perto de seu potencial" e defendeu medidas unilaterais em temas como comércio e segurança.
O tom do mandatário americano, que incluiu a defesa de que "terminou sozinho sete guerras" e merecia um Prêmio Nobel da Paz, contrastou com o recado de outros lÃderes presentes no evento, que reforçaram a importância do multilateralismo e da soberania dos paÃses.
Minutos antes de Trump subir ao púlpito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por tradição abriu os trabalhos da Assembleia Geral, fez crÃticas indiretas, porém claras, à s polÃticas do governo americano. Sem citar nominalmente os EUA, Lula condenou "sanções arbitrárias" e "intervenções unilaterais", em clara referência ao pacote de tarifas comerciais e punições aplicadas por Trump ao Brasil.
O presidente brasileiro foi além e afirmou que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é um "recado a todos os candidatos a autocratas do mundo e à queles que os apoiam". A declaração foi interpretada como uma resposta direta à s justificativas usadas por Trump para impor as tarifas, que ele classificou como uma retaliação ao que chamou de "perseguição polÃtica" a Bolsonaro.
Apesar das tensões, os dois presidentes tiveram um breve encontro nos bastidores da ONU. Trump descreveu a interação como positiva, mencionando uma "excelente quÃmica" com Lula, e anunciou que ambos concordaram em se reunir na próxima semana.
O recado internacional a Trump também veio de outros quadrantes. A aproximação do Brasil com a França de Emmanuel Macron foi citada por analistas como um movimento estratégico de Lula para diversificar parcerias e reduzir a dependência em relação aos Estados Unidos. A visita oficial de Lula a Macron em junho foi um aceno ao Ocidente em um momento de fortes atritos com Washington.
Em sua fala, o presidente americano abordou diversos temas de forma crÃtica, muitas vezes com tom sarcástico. Entre os pontos destacados estão :
O discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU consolidou a posição de seu governo de privilegiar ações unilaterais em detrimento da cooperação multilateral. As respostas de lÃderes como Lula e a aproximação com potências como a França sinalizam um cenário internacional de polarização e realinhamento de alianças.
Com informações de: France24, G1, BBC, Folha de S.Paulo, Bloomberg, CNN Brasil. ■