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As forças israelenses destruÃram pelo menos 17 prédios residenciais na Faixa de Gaza durante operações recentes, deixando centenas de palestinos desabrigados e aprofundando a crise humanitária na região. Os ataques fazem parte de uma ofensiva mais ampla que visa controlar áreas urbanas, como Gaza City, onde 40% do território já foi ocupado pelo exército de Israel.
Segundo imagens de satélite e relatos de agências internacionais, bairros inteiros foram nivelados por bombardeios e demolições controladas. Entre as áreas mais afetadas estão Sheikh Radwan, Zeitoun e Tuffah, onde edifÃcios residenciais, escolas e até cemitérios foram destruÃdos. O Escritório de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com a possÃvel transferência forçada de populações e com o uso de violência excessiva.
Nas últimas 24 horas, ataques israelenses mataram pelo menos 45 palestinos em Gaza, de acordo com dados compilados por hospitais locais. Desse total, 29 mortes ocorreram no norte da Faixa de Gaza, incluindo vÃtimas de bombardeios em áreas residenciais. O hospital Al Shifa, em Gaza City, recebeu 8 corpos e 20 feridos, enquanto o hospital Al Quds registrou 5 mortes e 35 feridos.
A situação humanitária é agravada pelo deslocamento em massa da população. Estima-se que 1,9 milhão de pessoas (90% da população de Gaza) já tenham sido forçadas a deixar suas casas desde o inÃcio da guerra . Muitos civis enfrentam dificuldades extremas para evacuar, com custos de deslocamento que chegam a 3.500 shekels (cerca de R$ 5.300) por famÃlia.
Além disso, hospitais estão operando além da capacidade, com falta crÃtica de medicamentos, equipamentos e combustÃvel. O complexo hospitalar Al Nasser, em Khan Younis, está atendendo o dobro de sua capacidade máxima, exacerbando a crise de saúde.
O governo israelense defende suas ações alegando que estruturas terroristas do Hamas estão embutidas em edifÃcios civis. No entanto, organizações internacionais e relatores da ONU acusam Israel de cometer genocÃdio e violar o direito internacional.
Com informações de: BBC, Agência Brasil, Al Jazeera, The New York Times, News UN Org. ■