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Catar acusa Israel de "terrorismo de Estado" após ataque em Doha
Primeiro-ministro do Catar condena violação de soberania e anuncia reavaliação da mediação de paz; região prepara resposta coletiva
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 11/09/2025

O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, acusou publicamente Israel de cometer "terrorismo de Estado" após um ataque aéreo israelense contra líderes do Hamas em Doha na terça-feira (10/09/2025). O incidente, que resultou em múltiplas mortes, incluindo um guarda de segurança do Catar, foi classificado como uma violação grave da soberania e das normas internacionais.

Em conferência de imprensa e em entrevista à CNN, Al Thani denunciou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por ações que "arrastam a região para um ponto de não retorno" e minam quaisquer esperanças de um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza.

Principais pontos da acusação:

  • O ataque foi caracterizado como "ato de terrorismo de Estado" e violação da integridade territorial do Catar.
  • Netanyahu foi acusado de "acabar com qualquer esperança" para os reféns restantes em Gaza, já que as negociações de mediação foram interrompidas.
  • O Catar afirmou que não recebeu qualquer aviso prévio dos Estados Unidos sobre o ataque, com contatos americanos ocorrendo apenas 10 minutos após o ataque.
  • O primeiro-ministro do Catar exigiu que Netanyahu fosse "levado à justiça" por violar o direito internacional, referindo-se ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional.

Reações regionais e internacionais:

Líderes árabes, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Jordânia e Arábia Saudita, expressaram solidariedade ao Catar e condenaram o ataque israelense. Uma cúpula regional está prevista para os próximos dias em Doha para coordenar uma "resposta coletiva".

Impacto nas negociações de paz:

O Catar anunciou que está "reavaliando todo o seu papel" como mediador no conflito entre Israel e Hamas, acusando Netanyahu de "desperdiçar tempo" durante as negociações. O ataque ocorreu enquanto líderes do Hamas discutiam uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos.

Vítimas e consequências:

Entre os mortos estão cinco membros do Hamas, incluindo o filho e um auxiliar de Khalil al-Hayya, líder do grupo, e um guarda de segurança do Catar. Equipes de resgate continuam à procura de desaparecidos.

O governo israelense justificou o ataque como necessário para combater o terrorismo e ameaçou realizar operações similares em outros países que abriguem líderes do Hamas.

O incidente elevou as tensões geopolíticas na região, com aumentos imediatos nos preços do petróleo devido à preocupação com a estabilidade do Oriente Médio.

Com informações de: Press TV, CNN, The Guardian, Al Jazeera, RT, BBC, New York Post, Gulf News. ■

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