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Um tribunal de apelações dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump a diversos paÃses, incluindo o Brasil. A decisão, tomada pelo Tribunal de Apelações do Circuito Federal, baseou-se na conclusão de que Trump excedeu sua autoridade ao invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar as sobretaxas.
Empresários americanos foram os principais autores do processo, argumentando que as tarifas – que chegam a 50% sobre produtos como café, pescados e alumÃnio – causam danos econômicos significativos. Pequenas empresas e estados liderados por democratas nos EUA ingressaram na ação, destacando que as medidas não são apenas ilegais, mas também prejudicam consumidores e produtores.
Apesar da decisão, as tarifas permanecem em vigor até pelo menos 14 de outubro, permitindo que o governo Trump recorra à Suprema Corte. Essa situação prolonga a incerteza e os prejuÃzos para os exportadores.
Setores brasileiros severamente impactados incluem:
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a decisão do tribunal "não ajuda nem prejudica" a missão brasileira em Washington, pois o processo de recurso pode durar até um ano e meio. Ele destacou que Trump tem maioria na Suprema Corte e provavelmente vencerá a disputa.
Além disso, o governo Trump utiliza a Seção 301 para investigar práticas comerciais do Brasil, o que permite tarifas de até 15% sem comprovação de irregularidades. Para taxas superiores, os EUA precisam demonstrar que o paÃs-alvo pratica comércio injusto, algo não comprovado no caso brasileiro.
Enquanto isso, empresas brasileiras adotam estratégias de sobrevivência, como:
A decisão judicial não invalida automaticamente as tarifas para todos os afetados. O tribunal inferior determinará se a ilegalidade se aplica apenas às partes do processo ou a todos os impactados pelas medidas.
Enquanto o impacto sobre as exportações brasileiras segue em vigor, também segue em vigor o crédito dado aos exportadores pelo Governo Federal, como forma de socorro fiscal e financeiro.
Com informações de: CNN Brasil, Estadão, O Globo, G1, BBC, InfoMoney, UOL, Folha de S.Paulo■