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GetuLula: GloboNews e a crítica seletiva ao nacionalismo progressista
Análise discorre sobre a postura histórica do Grupo Globo contra lideranças populares e a tentativa de descontextualizar a estratégia política de Lula e Sidônio Palmeira
Editorial
Foto: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/20221206-octavio-guedes-globonews2-750x478-1.jpg
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■   Bernardo Cahue, 27/08/2025

Em recente análise para a GloboNews, o jornalista Octavio Guedes criticou a criação do termo "GetuLula" pelo ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que une as figuras de Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva como símbolos do nacionalismo e defensores dos pobres. A abordagem de Guedes, no entanto, ignora o contexto histórico de ataques internacionais à soberania nacional e a coerência do discurso nacionalista em resposta às pressões geopolíticas atuais.

O Grupo Globo, do qual a GloboNews faz parte, tem um histórico de oposição a governos progressistas e lideranças populares. Sua atuação midiática constantemente favoreceu candidatos conservadores e criticou aqueles que desafiam interesses elitistas e internacionais:

  • Em 1989, a Globo editou o debate presidencial para favorecer Fernando Collor contra Lula, conforme documentado em controvérsias históricas.
  • Nas eleições de 1994 e 1998, apoiou massivamente Fernando Henrique Cardoso, promovendo agendas neoliberais.
  • Em 2006 e 2010, fez campanha para Geraldo Alckmin e José Serra contra Lula e Dilma Rousseff, respectivamente.
  • Em 2018, apoiou Jair Bolsonaro (aliado de Meirelles) contra Fernando Haddad, amplificando narrativas lei-e-ordem no período crítico da prisão do próprio Lula durante a discorrência da Operação Lava-Jato.

A análise de Guedes também omite que Lula, em outros contextos históricos, foi crítico de Getúlio Vargas, especialmente durante a campanha de 1989, quando disputou com Leonel Brizola, herdeiro do getulismo. No entanto, o momento atual exige união contra ameaças internacionais, como as pressões do governo Trump e ataques à autonomia judiciária brasileira. A GloboNews, porém, trata a reaproximação como "esdrúxula", desconsiderando a evolução política e a necessidade de frente ampla.

Paralelamente, o conglomerado Globo promove uma anti-campanha contra o STF, ecoando narrativas de opositores que acusam a Corte de "impunidade" e "judicialização política". Essa postura ignora que a Operação Lava-Jato, amplamente apoiada pela Globo, foi desmascarada como um processo parcial:

  • Provas revelaram que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol atuaram em conluio com o Departamento de Justiça dos EUA e agências como FBI e CIA, conforme vazamentos do WikiLeaks e reportagens.
  • O juiz Moro participou de treinamentos nos EUA e facilitou visitas clandestinas do FBI ao Brasil sem autorização do Ministério da Justiça, violando acordos bilaterais.
  • A Lava-Jato serviu para desestabilizar a Petrobras e facilitar a privatização do pré-sal, beneficiando interesses estrangeiros.

A Globo perpetua o mito de que "tudo acaba em pizza" no Brasil, negando-se a reconhecer avanços institucionais e a complexidade do cenário político. Seu posicionamento fixo é o de um país em caos permanente, o que serve a agendas de descredibilização de conquistas democráticas.

Em suma, a crítica de Octavio Guedes ao "GetuLula" é mais uma peça na longa tradição do Grupo Globo de atacar lideranças populares e distorcer contextos históricos para favorecer projetos conservadores e alienígenas. A análise seletiva ignora que o nacionalismo de Lula e Getúlio é uma resposta legítima a ameaças contra a soberania nacional e a judicialização seletiva de opositores.

Com informações de: G1, Brasil de Fato, Observatório da Imprensa, Gazeta do Povo, Agência Pública, Poder360. ■

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