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Ataques coordenados de bolsonaristas ao Banco do Brasil geram resposta judicial
Campanha de desinformação nas redes sociais provoca reação do governo e alerta sobre riscos ao sistema financeiro nacional
Politica
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■   Bernardo Cahue, 24/08/2025

O Banco do Brasil anunciou medidas judiciais contra grupos bolsonaristas que disseminam notícias falsas sobre a instituição, incluindo alegações infundadas sobre sanções internacionais e bloqueio de ativos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As publicações incentivam correntistas a retirar recursos do banco, caracterizando what especialistas consideram um ataque coordenado ao sistema financeiro nacional.

Segundo ofício encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), o banco identificou campanhas organizadas em redes sociais que distorcem o impacto da Lei Magnitsky norte-americana – aplicada ao ministro Alexandre de Moraes – para sugerir falsamente que o BB sofrerá sanções internacionais ou será desconectado do sistema Swift.

Entre os alvos das denúncias estão figuras proeminentes do bolsonarismo:

  • O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que em vídeo afirmou: "O Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência".
  • O deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que publicou mensagens incitando saques bancários.
  • O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de aliados de Jair Bolsonaro, que recomendou abertamente a retirada de recursos do banco.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou os ataques como parte de uma estratégia política coordenada: "Tem acontecido um ataque ao Banco do Brasil por parte do bolsonarismo. Há bolsonaristas em rede social defendendo saques de valores. Há projetos de lei no Congresso para perdoar dívidas do agronegócio no BB. Está aumentando a inadimplência por uma ação concertada".

A presidência do banco, comandada por Tarciana Medeiros, implementou um plano de contenção de danos que incluiu:

  1. Contato direto com os 100 maiores investidores para esclarecimentos.
  2. Orientação a funcionários e gerentes para abordagem proativa de clientes.
  3. Reforço da mensagem sobre a sólida situação financeira da instituição.

O banco destacou em nota que atua em conformidade com a legislação brasileira e internacional, possuindo mais de 80 anos de experiência no exterior e condições de lidar com regulamentações globais complexas.

Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, e Luiz Inácio Lula da Silva criticaram veementemente a campanha de desinformação. Hoffmann atribuiu a ação a "bolsonaristas" com o objetivo de desestabilizar instituições públicas, enquanto Lula enfatizou o compromisso com a defesa do sistema financeiro nacional e das instituições democráticas.

As consequências legais para os envolvidos podem ser severas. A Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional, prevê pena de dois a seis anos de reclusão e multa para quem divulgar informações falsas sobre instituições financeiras.

Com informações de Agência Brasil, G1, CartaCapital, Estadão, Bahia.ba, Folha de S.Paulo■

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