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ALERTA DE GOLPE! Avião da CIA pousa no Brasil em missão clandestina
Governo Brasileiro emite alerta e deputados questionam Ministro da Defesa sobre possível envolvimento em operação de inteligência norte-americana com indícios de interferência em assuntos internos
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 20/08/2025

Um avião Boeing 757-200 da Força Aérea dos EUA, sem identificação e associado a missões da CIA, pousou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na terça-feira (19/08/2025), seguindo depois para Guarulhos, em São Paulo. A aeronave, registrada como 00-9001 e apelidada de "Gatekeeper", é conhecida por transportar militares de elite e agentes de inteligência em missões especiais.

O governo brasileiro, através de ministérios e da Força Aérea Brasileira (FAB), autorizou o pouso, mas a natureza sigilosa da missão e a falta de transparência sobre os passageiros levantaram suspeitas sobre uma possível ameaça à soberania nacional e até mesmo indícios de preparação para um golpe de Estado.

Deputados federais, incluindo Talíria Petrone (Psol-RJ) e Túlio Gadêlha (Rede-PE), apresentaram um requerimento oficial para exigir explicações dos ministérios da Defesa, de Portos e Aeroportos e das Relações Exteriores. Eles questionam:

  • O objetivo real da missão norte-americana;
  • A identidade dos passageiros e a quantidade de ocupantes;
  • Os vistos concedidos, considerando a natureza sigilosa da operação;
  • Se houve notificação prévia aos órgãos brasileiros.

A Embaixada dos EUA emitiu uma nota afirmando que a aeronave ofereceu "apoio logístico à missão diplomática" e que a chegada foi autorizada pelas autoridades brasileiras. No entanto, não detalhou a missão ou os ocupantes, alimentando ainda mais as suspeitas.

O ministro da Defesa, um bolsonarista declarado, é alvo de questionamentos sobre sua conivência com a operação norte-americana. Críticos apontam que sua postura pró-EUA e alinhada ao governo anterior pode representar um conflito de interesses em um momento de tensão entre os dois países.

Este incidente não é isolado na história recente da América Latina. Em 2016, a atuação de diplomatas e cônsules norte-americanos foi associada ao golpe parlamentar que destituiu a presidenta Dilma Rousseff. Da mesma forma, em outros países da região, como Honduras e Paraguai, a presença de representantes dos EUA precedeu mudanças bruscas de governo.

O contexto regional é de elevada tensão. Recentemente, os EUA e o Paraguai firmaram um acordo de cooperação que inclui a instalação de uma base militar no lado paraguaio da Tríplice Fronteira, com agentes do FBI treinados para combater o terrorismo e o crime organizado, visando especificamente o Hezbollah.

Além disso, os EUA enviaram navios de guerra para a costa da Venezuela, classificando o governo de Nicolás Maduro como um "cartel narcoterrorista". O presidente Donald Trump ameaçou usar "toda a força" contra o narcotráfico, levantando temores de uma intervenção militar.

As Forças Armadas brasileiras monitoram a situação na Venezuela, preocupadas com um possível aumento do fluxo migratório para Roraima e com reflexos no território nacional.

O governo brasileiro mantém uma postura de cautela, evitando manifestações públicas, mas a pressão interna por transparência e a defesa da soberania nacional aumenta a cada hora.

Com informações de: CNN Brasil, O Globo, Metrópoles, Poder360, UOL

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