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EUA e Venezuela: a guerra psicológica que divide o Caribe
Análise revela que suposto envio de navios de guerra pode ser estratégia de desinformação para pressionar Caracas e influenciar política interna norte-americana
Editorial
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTnnZrFnaHbA-z-4lKhMFL2_6VIYhqqwvx3B7i6XBCvPJrIsEIsC6U_G5Qo&s=10
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■   Bernardo Cahue, 20/08/2025

A recente crise entre Estados Unidos e Venezuela, marcada por supostos movimentos militares na região do Caribe, pode ser parte de uma operação psicológica (psyop) elaborada para criar instabilidade sem um confronto direto. Diferente do que noticiaram agências internacionais, não há confirmação oficial do Pentágono ou do Comando Sul dos EUA sobre o envio de tropas ou navios de guerra para a costa venezuelana.

Fontes analíticas destacam que o silêncio institucional dos EUA é estratégico. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, evitou comentar diretamente sobre os supostos movimentos navais, focando instead em retórica contra o governo Maduro, classificando-o como "cartel narcoterrorista".

Os elementos que sustentam a tese de operação psicológica incluem:

  • Uso de informações não verificadas pela Reuters, amplificadas por figuras políticas como o secretário de Estado Marco Rubio
  • Falta de declarações formais de altos comandantes militares norte-americanos
  • O timing suspeito, coincidindo com pressões eleitorais internas nos EUA

Do lado venezuelano, Nicolás Maduro reagiu com mobilização defensiva, ordenando a ativação de 4,5 milhões de milicianos e reforçando a retórica de soberania nacional. Ele denunciou as acusações de narcotráfico como "invencionismo" e destacou a Venezuela como "bastião de paz" contra o imperialismo.

Especialistas sugerem que a estratégia dos EUA busca:

  1. Minar a estabilidade interna venezuelana sem intervenção militar aberta
  2. Influenciar debates políticos domésticos, especialmente na Flórida
  3. Preparar o terreno para sanções económicas mais duras a partir de setembro

O episódio ecoa operações anteriores como a "Gedeón" (2020), mas com táticas mais refinadas de guerra híbrida, incluindo desinformação e pressão midiática.

Com informações de: TeleSUR, Correio do Brasil, BBC, G1

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