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Bancos centrais de todo o mundo estão executando a maior estratégia de desdolarização das últimas décadas. Entre 2022 e 2024, adquiriram 3,5 mil toneladas de ouro – volume igual ao dos oito anos anteriores combinados. Este movimento reduziu a participação do dólar nas reservas globais de 54% para 48%, enquanto o ouro saltou para 20% do total de ativos.
O fenômeno ocorre paralelamente à desaceleração da moeda norte-americana. O Bank of America emitiu alerta sobre um "colapso histórico do dólar", atribuÃdo a três fatores-chave:
Polônia: O Aliado Ocidental na Vanguarda do Ouro
Surpreendentemente, a Polônia – paÃs de extrema-direita e aliado estratégico dos EUA – emergiu como o maior comprador global de ouro. Somente no primeiro trimestre de 2025, adquiriu 48,6 toneladas, totalizando 496,81 toneladas em reservas. O Banco Nacional da Polônia (NBP) acumulou 268 toneladas nos últimos dois anos, superando potências como Reino Unido e Espanha.
A estratégia tem motivações geopolÃticas claras: 80% desse ouro está armazenado em Nova Iorque e Londres para "facilidade de transação em crises". Analistas vinculam a polÃtica à proximidade com o conflito Ucrânia-Rússia e à busca por ativos imunes a sanções.
Ouro em Disparada, Dólar em Queda Livre
Os preços do ouro bateram recordes históricos em 2025:
Já o dólar enfrenta pressões inflacionárias agravadas pelas tarifas de Trump. O Ãndice de preços ao produtor norte-americano registrou em julho seu maior crescimento em três anos.
BRICS: A Arquitetura Financeira Paralela
O bloco (agora com 11 membros e 10 parceiros) avança em alternativas ao dólar, embora com cautela:
Trump reagiu com ameaças de tarifas de 10% contra paÃses do BRICS que promovam "polÃticas anti-americanas", enquanto Brasil e China estabeleceram acordo de swap cambial de US$ 26 bilhões para evitar o dólar.
Obstáculos Estruturais
A hegemonia dólar mantém raÃzes profundas:
Mesmo assim, bancos centrais seguem diversificando: Irã converteu 20% das reservas em ouro, e Brasil reduziu participação em tÃtulos americanos de 4,2% (2014) para 2,3% (2024).
Maiores Reservas de Ouro Globais (2025)
Com informações de: SPDiario.com.br, Forbes Portugal, CNN Brasil, Trading Economics, Monitor Mercantil, Forex Club, Stimson.org, Jornal da Unesp
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