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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado nesta terça-feira (5/8), travando os trabalhos legislativos em protesto contra a prisão domiciliar do lÃder e para exigir a votação de um "pacote da paz" que inclui anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF). A ação, rebatizada por governistas de "sequestro do Parlamento", expôs a fratura institucional no Brasil.
Os parlamentares da oposição – incluindo 16 deputados e 13 senadores identificados – usaram esparadrapos na boca como sÃmbolo de suposta censura e anunciaram esquema de revezamento para manter a ocupação até quarta-feira (6). O bloqueio só foi encerrado após compromisso de reunião com os presidentes das Casas, Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado).
As três exigências da oposição:
Nenhuma das propostas-chave conta com maioria garantida. A anistia é rejeitada pela base governista e parte da centro-direita, enquanto o impeachment de Moraes carece de sustentação no Senado. O próprio presidente Alcolumbre resiste a pautar o tema.
Reações inflamadas dividem o Congresso:
A obstrução bloqueou projetos prioritários do governo, como a isenção do IR para assalariados de baixa renda. O lÃder governista Randolfe Rodrigues (PT-AP) alertou: "O Brasil tem pressa", acusando a oposição de repetir "o 8 de Janeiro".
Com informações de: G1, Senado Federal, UOL, PCDOB na Câmara, BNT Online, Brasil de Fato, O Tempo
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