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Pesquisa Datafolha: 61% rejeitam anistia a Bolsonaro e enviam recado eleitoral à direita para 2026
Manifestação pró-anistia fracassa em mobilização enquanto Tarcísio e Michelle fogem do ato; dados mostram que tema é pedra no sapato da oposição
Politica
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■   Bernardo Cahue, 04/08/2025

A mais recente pesquisa Datafolha revela um recado claro ao campo bolsonarista: 61% dos eleitores brasileiros não votariam em candidato que prometesse anistiar Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Apenas 19% apoiariam essa proposta, enquanto 14% admitem possibilidade de voto. Os números confirmam rejeição majoritária em todas as regiões, com margem de erro de dois pontos.

Os dados chegam em meio ao fracasso da manifestação pró-anistia no último domingo (3/8), que reuniu números insignificantes frente aos 400 mil prometidos pelos organizadores. A ausência de nomes como Tarcísio de Freitas – que alegou "procedimento médico" – e Michelle Bolsonaro (23% de preferência como alternativa) evidenciou a fuga tática dos presidenciáveis do tema.

Comparando as regiões:

  • Sudeste/Centro-Oeste: Epicentro dos atos golpistas, mostra rejeição alinhada à média nacional (61%), pressionando governadores como Tarcísio e Zema.
  • Sul: Forte base bolsonarista mantém resistência, mas aceitação da anistia não supera 30% entre eleitores.
  • Nordeste/Norte: Rejeição atinge picos superiores a 70%, consolidando blindagem regional ao lulismo.

O levantamento aponta ainda:

  • 67% querem que Bolsonaro desista de candidatura simbólica em 2026 (contra 30%)
  • Tarcísio empataria com Haddad (23% x 23%) se Lula desistir, mas carrega ônus do apoio à anistia.
  • Governadores que defendem anistia (Tarcísio, Zema, Ratinho Jr.) têm rejeição abaixo de 22%, contra 44% de Bolsonaro.

O recado é cristalino: o eleitorado pune quem tenta transformar o legado golpista em plataforma eleitoral. Enquanto a direita se esquiva do tema, Lula mantém 39% nas urnas segundo o Instituto. A defesa da democracia vira moeda política, com recado claro dado pelo Datafolha, alinhado às políticas de direita, como forma de alerta.

Com informações de: G1, Folha de S.Paulo, CartaCapital, O Antagonista, CNN Brasil

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