Enquanto o mundo acompanha o confronto Israel-Irã, a população de Gaza enfrenta massacres diários e fome sob intensos ataques
Oriente-Medio
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■ Bernardo Cahue, 18/06/2025
Pelo menos 140 palestinos morreram em Gaza nas últimas 24 horas, segundo autoridades de saúde locais. Os ataques israelenses continuam intensos, mas a atenção global se volta quase exclusivamente para a crise entre Israel e o Irã, deixando Gaza na sombra do esquecimento e da continuidade da barbárie israelense.
Nesta quarta-feira, 40 mortes foram registradas apenas em operações contra civis que buscavam ajuda humanitária. Bombardeios atingiram casas no campo de refugiados de Maghazi, no bairro de Zeitoun e na Cidade de Gaza, matando ao menos 21 pessoas. Outras cinco morreram em Khan Younis.
No centro do território, 14 palestinos foram mortos por disparos israelenses enquanto aguardavam caminhões de auxÃlio da ONU na estrada Salahuddin. As Forças de Defesa de Israel alegam que as vÃtimas representavam "ameaça" em uma zona de combate, informação contestada por testemunhas.
Desde o fim de maio, quase 400 palestinos foram executados ao tentar obter comida, com mais de 3.000 feridos. Moradores descrevem uma realidade aterradora: quem escapa das bombas enfrenta fome extrema, e buscar alimentos tornou-se uma missão de risco mortal.
Enquanto a imprensa internacional dedica ampla cobertura ao conflito com o Irã, Gaza sofre em silêncio. A guerra, que começou em outubro de 2023, se agrava diariamente sem o devido registro do mundo.
Com informações (somente) da Reuters.■