Ex-presidente está entrincheirado no interior do paÃs com apoiadores, a maioria indÃgenas; drones circundam o local; Evo está impedido de se candidatar
A crise polÃtica na BolÃvia atinge novos nÃveis de tensão com o profundo racha entre o ex-presidente Evo Morales e o atual mandatário, Luis Arce. Refugiado no interior do paÃs, Morales denuncia um plano de extermÃnio contra sua vida, supostamente articulado pelo governo de Arce através do assessor Hugo Moldiz. O termo "baixar", usado por Morales em referência a linguagem militar, seria um código para assassinato.
A ruptura entre os ex-aliados se intensificou após Morales anunciar sua candidatura para as eleições de 2025, acusando Arce de adotar polÃticas neoliberais; uma das principais seria a mudança nas Leis nacionais permitindo a extração de lÃtio no paÃs. Em meio a investigações por tráfico de pessoas – que Morales classifica como perseguição polÃtica –, ordens de prisão foram emitidas e revogadas nos últimos meses. Agora, o caso foi reaberto, gerando um novo mandado de prisão.
Morales relata ameaças crescentes: drones sobrevoando sua localização à noite e tentativas de recrutar membros de sua segurança para capturá-lo. Ele apela ao presidente Lula para intervir junto a Arce, alertando que o plano seria matá-lo ou extraditá-lo para os Estados Unidos.
Neste contexto, militantes pró-Morales tentaram formalizar sua candidatura presidencial, mas enfrentaram repressão. Nas últimas horas, forças de segurança prenderam vários apoiadores durante protestos em La Paz e Cochabamba. As prisões ocorreram após confrontos em frente ao Tribunal Eleitoral, onde grupos exigiam o registro da chapa de Morales.
O ex-presidente atribui a perseguição a uma aliança entre o governo, a direita boliviana e o "império" norte-americano, reforçada por uma campanha midiática financiada pelo Estado. Enquanto isso, Arce mantém silêncio sobre as acusações.
Solenidade do MAS em 2024 confirmou candidatura de EvoO partido boliviano Movimento ao Socialismo (MAS) ratificou em 11 de novembro passado a candidatura do ex-mandatário Evo Morales nas próximas eleições presidenciais do paÃs, agendadas para agosto de 2025. A decisão da legenda ignorou uma decisão do Tribunal Constitucional da BolÃvia, que confirmou uma semana antes do anúncio a regra que proÃbe um presidente de cumprir mais de dois mandatos, mesmo não consecutivos. Luis Arce não compareceu à solenidade de anúncio do MAS.
JuÃza que anulou ordem de prisão para Evo foi presaNum dos casos mais emblemáticos de perseguição da oposição a Evo Morales, o ex-mandatário foi acusado pela segunda vez de ter um relacionamento com uma menor de idade enquanto ainda era presidente - a oposição e a Justiça classificaram o caso como "estupro de vulnerável". Após a ordem de prisão preventiva a Evo, a juÃza Lilian Moreno aceitou o argumento da defesa do ex-presidente, segundo o qual o Ministério Público não poderia investigar um processo já encerrado sob uma nova tipificação penal, assim anulando a ordem de prisão. Moreno acabou presa preventivamente após a decisão ser revertida por uma instância superior, e depois acabou libertada pela Justiça.
A situação na BolÃvia permanece instável, com temores de escalada violenta e incertezas sobre o futuro eleitoral.
Com informações do ICL.
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