Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Golpe na Bolívia: Evo Morales denuncia plano para matá-lo ou julgá-lo nos Estados Unidos
Ex-presidente está entrincheirado no interior do país com apoiadores, a maioria indígenas; drones circundam o local; Evo está impedido de se candidatar
Internacional
Foto: https://iclnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-02-at-05.57.53-e1748858331613-960x540.webp
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 02/06/2025
A crise política na Bolívia atinge novos níveis de tensão com o profundo racha entre o ex-presidente Evo Morales e o atual mandatário, Luis Arce. Refugiado no interior do país, Morales denuncia um plano de extermínio contra sua vida, supostamente articulado pelo governo de Arce através do assessor Hugo Moldiz. O termo "baixar", usado por Morales em referência a linguagem militar, seria um código para assassinato.

A ruptura entre os ex-aliados se intensificou após Morales anunciar sua candidatura para as eleições de 2025, acusando Arce de adotar políticas neoliberais; uma das principais seria a mudança nas Leis nacionais permitindo a extração de lítio no país. Em meio a investigações por tráfico de pessoas – que Morales classifica como perseguição política –, ordens de prisão foram emitidas e revogadas nos últimos meses. Agora, o caso foi reaberto, gerando um novo mandado de prisão.

Morales relata ameaças crescentes: drones sobrevoando sua localização à noite e tentativas de recrutar membros de sua segurança para capturá-lo. Ele apela ao presidente Lula para intervir junto a Arce, alertando que o plano seria matá-lo ou extraditá-lo para os Estados Unidos.

Neste contexto, militantes pró-Morales tentaram formalizar sua candidatura presidencial, mas enfrentaram repressão. Nas últimas horas, forças de segurança prenderam vários apoiadores durante protestos em La Paz e Cochabamba. As prisões ocorreram após confrontos em frente ao Tribunal Eleitoral, onde grupos exigiam o registro da chapa de Morales.

O ex-presidente atribui a perseguição a uma aliança entre o governo, a direita boliviana e o "império" norte-americano, reforçada por uma campanha midiática financiada pelo Estado. Enquanto isso, Arce mantém silêncio sobre as acusações.

Solenidade do MAS em 2024 confirmou candidatura de Evo
O partido boliviano Movimento ao Socialismo (MAS) ratificou em 11 de novembro passado a candidatura do ex-mandatário Evo Morales nas próximas eleições presidenciais do país, agendadas para agosto de 2025. A decisão da legenda ignorou uma decisão do Tribunal Constitucional da Bolívia, que confirmou uma semana antes do anúncio a regra que proíbe um presidente de cumprir mais de dois mandatos, mesmo não consecutivos. Luis Arce não compareceu à solenidade de anúncio do MAS.

Juíza que anulou ordem de prisão para Evo foi presa
Num dos casos mais emblemáticos de perseguição da oposição a Evo Morales, o ex-mandatário foi acusado pela segunda vez de ter um relacionamento com uma menor de idade enquanto ainda era presidente - a oposição e a Justiça classificaram o caso como "estupro de vulnerável". Após a ordem de prisão preventiva a Evo, a juíza Lilian Moreno aceitou o argumento da defesa do ex-presidente, segundo o qual o Ministério Público não poderia investigar um processo já encerrado sob uma nova tipificação penal, assim anulando a ordem de prisão. Moreno acabou presa preventivamente após a decisão ser revertida por uma instância superior, e depois acabou libertada pela Justiça.

A situação na Bolívia permanece instável, com temores de escalada violenta e incertezas sobre o futuro eleitoral.

Com informações do ICL.

Leia íntegra

Mais Notícias