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Trump transforma Casa Branca novamente em sua Corte pessoal
Depois de Zelensky e outros seis líderes de Estado no mandato anterior, agora Cyril Ramaphosa é confrontado com possível fake news em formato talk-show do presidente norte-americano
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 21/05/2025
Confronto na Casa Branca entre Trump e presidente sul-africano sobre violência a fazendeiros brancos, depois da dura conversa entre os presidente norte-americano e ucraniano Volodymyr Zelensky. Durante reunião comercial nesta quarta-feira, Donald Trump exibiu um vídeo não verificado, mostrando cruzes em protesto por assassinatos de agricultores brancos na África do Sul. O líder americano sugeriu um "genocídio branco" — tese amplamente desmentida por autoridades e tribunais locais.

Cyril Ramaphosa rebateu: "A maioria das vítimas de crimes no país é negra". Destacou que a política oficial rejeita discursos radicais, como os do oposicionista Julius Malema, citado no vídeo. Trump questionou ainda a reforma agrária sul-africana, que permite desapropriações sem indenização, mas Ramaphosa garantiu que nenhuma terra foi confiscada até agora.

O presidente sul-africano tentou aliviar a tensão, apresentando golfistas brancos de sua delegação como exemplo de diversidade. Apesar do clima turbulento, o foco da visita eram negociações comerciais críticas, já que os EUA ameaçam impor tarifas de 30% às exportações do país africano em julho.

Enquanto Trump insiste em acolher refugiados africâners, Ramaphosa defende o legado de reconciliação de Nelson Mandela.

Outros líderes confrontados por Trump na Casa Branca desde 2017:

1. Enrique Peña Nieto (México)
Contexto: Trump criticizou duramente o México por questões relacionadas à imigração e à construção do muro na fronteira. Em 2017, Peña Nieto cancelou uma visita à Casa Branca após Trump insistir publicamente que o México pagaria pelo muro.

Confronto: Durante uma ligação em 2017, Trump teria dito a Peña Nieto: "Vocês têm um bando de bandidos no governo", segundo relatos da imprensa.

2. Justin Trudeau (Canadá)
Contexto: Disputas comerciais relacionadas ao NAFTA (substituído pelo USMCA). Após a cúpula do G7 de 2018, Trump chamou Trudeau de "falso" e "fraco" no Twitter, acusando-o de fazer declarações enganosas sobre tarifas.

Local: Embora o confronto tenha se intensificado após o G7, Trump criticou Trudeau publicamente da Casa Branca, chamando o Canadá de "ameaça à segurança nacional" devido a tarifas.

3. Líderes da OTAN (como Angela Merkel, Alemanha)
Contexto: Em um encontro na Casa Branca em 2017, Trump criticou publicamente os aliados da OTAN por não cumprirem a meta de gastos de 2% do PIB em defesa. Ele destacou a Alemanha, dizendo que Merkel estava "dominada pela Rússia" devido a um gasoduto.

Momento icônico: A foto de Trump cruzando os braços enquanto Merkel e outros líderes discutiam viralizou como símbolo da tensão.

4. Emmanuel Macron (França)
Contexto: Apesar de inicialmente próximo, Trump e Macron divergiram publicamente sobre questões como o acordo nuclear com o Irã, mudanças climáticas e impostos sobre empresas de tecnologia. Em 2019, Trump criticou Macron durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, dizendo: "Ele precisa de ajuda que ninguém mais pode dar".

Encontros: As críticas ocorreram tanto em reuniões bilaterais quanto por meio de redes sociais.

5. Líderes do Taliban (Afeganistão)
Contexto: Em 2019, Trump convidou líderes do Taliban para um encontro secreto em Camp David (reserva presidencial, não na Casa Branca), mas cancelou após um ataque do grupo em Cabul. O plano gerou controvérsia por incluir negociações diretas com uma organização considerada terrorista.

6. Recep Tayyip ErdoÄŸan (Turquia)
Contexto: Em 2019, Trump recebeu Erdoğan na Casa Branca apesar das críticas internacionais à ofensiva turca contra curdos na Síria. O encontro foi marcado por protestos, e Trump foi acusado de ceder à Turquia em questões estratégicas.

7. Kim Jong-un (Coreia do Norte)
Contexto: Embora os encontros com Kim tenham sido diplomáticos (Cingapura, Hanói e DMZ), Trump adotou uma retórica inicialmente agressiva, chamando-o de "homem-foguete" e ameaçando "fogo e fúria". As reuniões não ocorreram na Casa Branca, mas foram parte de uma estratégia de confronto seguido por aproximação.

Com informações da BBC e do DeepSeek.■

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